A APRH faz 25 anos em 2002! Esta é uma data que constitui seguramente um motivo de orgulho e de satisfação para todos os associados. Este sentimento é por certo fundado no facto de a Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos ter sido das primeiras associações não-governamentais portuguesas a devotar a sua actividade às preocupações associadas à gestão e conservação da água. Este desígnio da associação mantém-se aliás extremamente actual, no âmbito mais amplo dos desafios crescentes da protecção e sustentabilidade ambiental, cruciais para um percurso de desenvolvimento social e económico que se pretende integrado e harmonioso.

Olhando para estes primeiros 25 anos, creio que o sentimento de satisfação decorrerá sem dúvida do papel que a associação sempre desempenhou de forma séria, competente e responsável, em prol dos recursos hídricos. As inúmeras acções levadas a cabo, como por exemplo no domínio editorial ou na promoção de reuniões técnicas e científicas, contribuíram, reconhecidamente, para a reflexão, o debate, a divulgação e o fortalecimento de laços de cooperação numa área tão vasta como é a dos recursos hídricos.

Com a publicação deste livro pretendeu-se assinalar as bodas de prata da APRH revendo, através da imagem, alguns dos inúmeros momentos e realizações que tiveram lugar ao longo deste percurso dos 25 anos de vida da associação. Para além da equipa incumbida da sua realização, é também devida uma palavra de agradecimento aos diversos associados que responderam ao pedido de disponibilização de elementos fotográficos para este trabalho.

Creio que porventura a sensação mais gratificante que se poderá ter nesta altura é a do dever cumprido, traduzido no reconhecimento que a APRH adquiriu enquanto organização independente que é respeitada na comunidade técnica e científica. Na realidade, ao longo destes 25 anos a associação cresceu, criou comissões especializadas, produziu inúmeras publicações, organizou diversas reuniões técnicas e científicas de entre as quais será justo destacar os Congressos da Água, promoveu visitas de estudo, colaborou com outras entidades congéneres e participou em várias reuniões com entidades oficiais. Contando com associados espalhados por todas as regiões do País, a APRH tem-se também empenhado no desenvolvimento de um importante trabalho de cooperação com os países de expressão oficial portuguesa.

 

Porque neste momento é natural relembrar os principais momentos vividos, não será demais endereçar uma nota de profundo agradecimento a todos os numerosos associados, singulares e colectivos, que, de uma forma mais ou menos activa, estiveram sempre a acompanhar a vida da nossa associação. De igual modo se deverão recordar todos os colegas que integraram os diversos órgãos da associação ao longo dos anos, sempre com a maior dedicação e por vezes sacrifício. Para os colegas que infelizmente já não estão entre nós, gostaria de os lembrar como alguém que fez e que fará sempre parte da nossa associação. Neste conjunto de referências, não poderia terminar sem um agradecimento muito especial a todo o secretariado com quem é sempre um privilégio poder trabalhar.

Toda a actividade desenvolvida pela APRH não teria sido possível sem o inestimável apoio de um largo conjunto de entidades, com quem esperamos continuar a ter uma colaboração proveitosa. Ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil é devida uma especial palavra de renovado agradecimento pelo apoio que sempre prestou à APRH em diversas vertentes, das quais não se poderá deixar de realçar a cedência das instalações onde a associação funcionou desde sempre.

Suponho que neste momento é também natural, e mesmo necessário, que se faça uma reflexão sobre a nossa associação e sobre o seu futuro. Sendo certo que a razão da existência da APRH passa pela necessidade de encontrar espaços de reflexão, estudo e debate que valorizem a capacidade técnica e científica dos seus associados, não se deverá deixar de ter presente que este desígnio deverá ser extensivo ao colectivo de destinatários das acções desenvolvidas, contribuindo para a progressiva melhoria da qualidade técnica e científica ao nível regional e nacional.

Se olharmos para o percurso percorrido, será fácil imaginar que nos próximos 25 anos algumas coisas poderão mudar. No entanto, a associação deverá prosseguir um conjunto de valores essenciais para a sua afirmação, tais como a competência, a criatividade, a integridade e o voluntarismo. Uma das características que a APRH tem sabido preservar, e que é fundamental manter, é a sua total independência em relação a grupos de pressão, interesses económicos ou políticos. Esta forma independente de estar assegurará à APRH, em continuidade com o que sempre aconteceu, um modelo de credibilidade que foi o sonho dos pioneiros.

O Presidente da Comissão Directiva

António Carmona Rodrigues